Wednesday, 16-07-2014 às 23:57 @ Comentários @ Por Liz Mendes. Pseudo-propaganda @ 549 palavras

Esse não é o melhor texto a ser publicado aqui. Melhor dizendo: esse há de ser um dos piores e mais doloridos de escrever. Acontece que, depois de quase cinco anos, está na hora de dar um tempo no Jornalistando.

Os motivos são muitos. Como se pode notar, há algum tempo eu não tenho tido “momento” de escrever por aqui. Vez ou outra eu ensaio uma volta, mas que quase nunca dura mais de um ou dois posts (é só perceber que nos últimos quase-dois-anos, foram feitos apenas dois posts, com quase um ano de distância temporal entre eles). As prioridades mudaram, os gostos, as vontades. A verdade maior é que quando o Jornalistando nasceu eu ainda era uma doida apaixonada por jornalismo, que queria ganhar a vida (e o mundo!) escrevendo.

As prioridades mudaram. A vida mudou. E nessa de tantas mudanças, eu me vi muito perdida.

Desde outubro do ano passado eu venho prorrogando esse momento, tentando me convencer de que eu vou voltar a escrever a qualquer momento e vou estar suficientemente motivada para fazer um milhão de postagens e entrar em contato com colaboradores (saudades!) e organizar postagens e promover o site nas redes sociais e procurar novas parcerias… mas isso não tem acontecido. Cada vez menos a motivação aparece, cada vez menos eu me sinto à vontade para escrever aqui, então eu realmente acho que chegou a hora de me despedir desse espaço que foi tão importante, e fruto de tantas coisas boas, para – quem sabe? – descobrir qual é a próxima “coisa”.

Eu conversei com algumas das pessoas que escreveram aqui, grandes amigos que faço questão de manter no meu convívio, e isso fez com que escrever esse texto fosse ainda mais difícil. Ser lembrada de que, no começo de tudo, eu os convidei por afinidade, porque curiosamente apenas as pessoas que eu queria mesmo que fizessem parte de tudo isso estava ali comigo, dói um pouco mais.

Os textos não serão perdidos, nem largados no limbo da internet. Um backup de tudo já foi feito e está disponível no novo endereço do Jornalistando. À partir de outubro é provável que esse site saia do ar, mas as redes sociais continuarão funcionando normalmente: facebook, twitter, youtube.

Não há nada que eu possa dizer, além do quanto eu sou grata por todas as felicidades que esse site me proporcionou; tantas amizades, tantos comentários, tantas besteirinhas que muitas vezes ganharam proporções gigantescas. Obrigada à todos os colaboradores que passaram por aqui e, principalmente, à todos os leitores que tiveram paciência para ler tantas digressões e postagens nada a ver. Vocês são demais!

Espero poder voltar a ter contato com vocês em breve.  Mesmo. Até!

Liz Mendes



Wednesday, 19-03-2014 às 23:53 @ Comentários @ Por Liz Mendes. Críticas,TV, Séries, DVD @ 566 palavras

Não é tão raro, embora pareça, mas às vezes o timing funciona. Timing é quando a coisa certa acontece na melhor hora possível. (digamos assim…) Então, no Carnaval, por algum motivo desconhecido (err… tédio), eu comecei a assistir à Keeping Up with the Kardashians.

Antes de qualquer coisa é preciso que eu explique que eu pouco sabia sobre qualquer Kardashian. Aliás, tudo que eu sabia era que havia uma polêmica enorme porque vazaram uma sex tape de uma delas e, depois disso, ela ficou super famosa. Eu não vou entrar, aqui, em todo o debate sobre a sex tape, não vou discutir os méritos de fama de ninguém, eu tô aqui é pra comentar essa coisa maravilhosa que ocupou todo o meu tempo por duas lindas semanas.

Resumidamente, é isso que acontece: o reality acompanha a vida da família Kardashian/Jenner (Kardashian era o sobrenome do pai das meninas, que morreu em 2003 por conta de um câncer, e Jenner é o sobrenome do atual marido da mãe delas). A família é composta, então, por: Kris Jenner (a mãe/agente/pseudo-descolada), Bruce Jenner (medalhista olímpico, casado com ela e pai de duas meninas nesse casamento), Kourtney,Kim, Khloé e Rob Kardashian (filhos de Kris e Robert Kardashian), Kendall e Kylie Jenner (filhas do atual enlace), além de Scott Disick (namorado da Kourtney e pai dos filhos dela) e outros eventuais participantes da vida deles. Não bastando: a série já tem 9 temporadas, além de 4 spin-offs (séries derivadas da original, sendo elas: Kourtney and Khloe Take Miami; Kourtney and Kim take New York; Kourtney and Kim take Miami; Khloé e Lamar) e, dizem as más línguas que a família está vindo passar um mês no Brasil, para filmagens (e é isso que eu chamo de timing).

Eis um gif que capta a essência do reality. Really.

Talvez você pense: mas e daí? Por que isso teria alguma relevância, mínima, na minha vidinha? Te digo: não tem. Provavelmente, não vai mudar em nada a sua vida, porque você já está indo assistir com pré-julgamentos. Para mim, a diversão ficou por conta de não julgar, de tentar entender os “personagens” (porque, vamos combinar, é claro que nem tudo ali é ~só~ realidade. Quando alguém liga uma câmera, na sua cara, você muda. Inevitavelmente.) como seres humanos. Seres humanos cheios de dinheiro (sim), sem noção (na maior parte das vezes) e quase nada de vergonha. Pensem o que quiser: é engraçado e vale à pena passar seu tempo acompanhando alguns dos acontecimentos da vida deles.

Ainda precisa ser convencido disso? Vem comigo, então. Mais… »



Wednesday, 03-04-2013 às 16:50 @ 1 Comentário @ Por Liz Mendes. Especiais,Promoções @ 600 palavras

Com um pouquinho de atraso (devida e previamente justificado), vamos ao que interessa: o resultado do Concurso Cultural que vai dar para uma pessoa feliz um kit d’O Teorema Katherine.

A tarefa era “simples”: uma playlist para uma viagem pós-fossa. E, meu Deus, vocês me surpreenderam! Não só pelo número de participações que foi, relativamente, alto, mas pelas defesas e apresentações das playlist. Foi difícil escolher um só, mas…

Antes de qualquer coisa preciso reforçar que as músicas não foram levadas em consideração, apenas a apresentação “do caso”, a defesa de porquê aquelas músicas serviriam tão bem para a situação. (Digo isso para que ninguém venha querer me acusar de preconceito musical ou coisa do tipo). E vamos à ganhadora…

Começa com você negando a dor.
Tudo acabou de acontecer, você ainda está tentando entender o que aconteceu com aquele amor. Foi ele quem se fechou, você tentou fazer dar certo.
Você acredita que vocês terminaram porque não era possível ficarem juntos agora, e se apega na esperança de que voltarão no futuro, quando estiverem prontos para isso.
E você continua negando.

Aione Simões, parabéns! Você vai receber um e-mail, em breve, pedindo seus dados para o envio do kit.



Monday, 01-04-2013 às 15:37 @ Comentários @ Por Liz Mendes. Rascunhos @ 60 palavras

Leitores, passo rapidamente para para avisá-los que, devido à problemas de conexão (estou, nesse momento, postando pelo celular) o resultado da promoção ainda não pôde ser postado. Entre hoje e amanhã a situação deve ser normalizada e o ganhador será informado.

Agradecemos a compreensão.



Saturday, 30-03-2013 às 18:42 @ Comentários @ Por Liz Mendes. Críticas,Livros, revistas e afins @ 958 palavras

Pois bem, mais John Green, mais Katherine, mais… MAIS! A ideia era que eu postasse (e escrevesse, ao que realmente importa) essa resenha ainda em casa, apoiada sobre todas minhas anotações e fontes (também conhecidos como: a prova do livro da Intrínseca e a cópia americana lindamente emprestada da Val [oi, Val! Obrigada, viu?! <3]). Entretanto, não, não vai acontecer assim.

Eu recebi o livro no começo do mês, pouquinho antes do lançamento e, desocupada como estou, me joguei de cabeça na leitura. Diferentemente de Alaska e de ACedE o livro pode ser considerado “leve”. Mas não leve esse “leve” como algo ruim, negativo. Mas enquanto os dois tratam da morte, a morte em O Teorema Katherine é meramente metafórica. Eis que Collin vê seu 19º relacionamento com uma Katherine chegar ao fim, morrer.

E é esse o rumo da história: Collin é um pseudo-gênio, adorador de anagramas e que durante toda vida esperou pelo momento “Eureka”, quando ele teria uma iluminação clara e brilhante através de alguma ideia. Algo que pudesse, realmente, influenciar o andar das coisas. À parte disso, Collin começa uma bela coleção de Katherines. São 19. Dezenove meninas chamadas Katherine e seu relacionamento complexo com todas elas.

A história se desenvolve de modo que o leitor tente entender um pouco mais a cabeça, as ideias e pensamentos do garoto. E começa com ele sofrendo pelo fim do namoro. Desse modo, somos apresentados à visão que ele carrega de si e da devastadora Katherine, a 19ª. Somos apresentados, também, à Hassan o melhor-amigo-Toddynho: companheiro de aventuras.

É Hassan quem planta a sementinha do “hey, vamos cair na estrada?” em Collin. E assim começa a aventura dos dois tentando achar. Um motivo, uma teoria, um teorema, um momento Eureka. O teorema, aqui, fica por conta do cérebro super-vitaminado do segundo que resolve elaborar uma explicação científica para quando e “como” os relacionamentos vão fracassar. Sério, existe uma explicação matemática no apêndice do livro do que ele “cria” e é… muito interessante!

A viagem acaba levando os dois amigos para uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos onde eles conhecem Lindsey e Hollis. Hollis, dona da fábrica de cordinhas de absorvente interno (O.B. style) que mantém a cidade em funcionamento, e Lindsey, a filha um pouco incompreendida e, potencialmente, “grande” demais para a cidade.

Ok, apresentações devidamente feitas é hora de falar do livro. Mais do que isso: da minha experiência de leitura. Eu nunca havia tido a brilhante ideia de ler, simultaneamente, um livro no original e traduzido. A ideia surgiu na nerdfighteria brasileira, aliás. Alguém comentou que pensava em fazer isso justamente para comparar a tradução dos anagramas. Eu achei uma ideia maravilhosa e, como estava em posse da cópia de An Abundance of Katherines da supracitada Val, decidi fazer o mesmo.

A experiência em si foi bastante interessante e, talvez, tenha me feito pensar muito no trabalho dos tradutores, revisores e editores de livros. Bato palmas para eles! Nesse caso particular, bato muitas e muitas palmas para Renata Pettengill, tradutora do livro. Meu Deus! Eu só posso começar a imaginar quão trabalhoso deve ter sido contornar alguns dos anagramas para que tudo fizesse sentido dentro da história. E, é, eu acabei fazendo anotações comparando com o original.

Uma coisa que me fez desistir, algumas vezes, enquanto lia o livro em inglês, é a quantidade de notas de rodapé. Sério, é surreal. E eu odeio notas de rodapé. Pois bem, a edição brasileira tem 84 delas (e, pelo que me lembro, o original não tem muitas a menos, não). Meu ponto é simples: me quebra a leitura. E, às vezes, se você não está 100% imerso na leitura, você acaba se perdendo. E eu costumo ler à 98%, sendo que esses outros 2% estão, quase sempre, relacionados à imaginar/detalhar mentalmente a história. Só que chega um momento em que a leitura das notas de rodapé acabam se tornando fluídas, de modo que é fácil retomar o ponto, o fio da meada.

Collin é facilmente identificável. Todo mundo já deu ou tomou um pé na bunda. Ou a grande maioria das pessoas, como preferirem. É fácil identificar com os sentimentos de rejeição e dor extremados dele. É fácil identificar com o que ele sente quando percebe que a 19ª não sente o mesmo que ele, e nem é por mal. Apenas… acontece.

Minha opinião é que ele pode até não ser o melhor personagem do livro (e eu não acho que seja) mas é fácil de reconhecer. De se ver ou lembrar de alguém. E, bom, não sei vocês, mas comigo funciona bem a parte de me deixar cativar por personagens com quem eu posso me sentir “em casa”.

E aí, ficou com vontade de ler? Então, aproveita que o concurso cultural vai até meia-noite de hoje, sábado, 30/03. O resultado sai no domingo.