Saturday, 24-03-2012 às 23:24 Críticas,Destaques,Livros, revistas e afins,TV, Séries, DVD @ 724 palavras

Não é nenhuma novidade o fato de que, constantemente, eu tenho uns momentos não muito compatíveis com a minha idade. Ou seja: embora eu tenha 22, vira e mexe é como se eu tivesse doze (ou menos…). Então foi assim que, quando eu entrei na livraria procurando algo que realmente me chamasse a atenção eu me peguei comprando “Minha vida fora de série – 1ª temporada“, da Paula Pimenta.

O livro conta a história de Priscila, uma menina que se muda com a mãe de São Paulo para Belo Horizonte, depois que os pais se separam. Na nova cidade ela vai ter que começar tudo de novo: fazer novas amizades, arranjar as atividades extra-classe, cuidar das paquerinhas… Daquele jeito que, todo mundo que já mudou de cidade, sabe como funciona.

Aliás, eu tenho a impressão de que se esse livro tivesse vindo para minha vida alguns (dez) anos mais cedo, eu poderia dizer que foi escrito para mim. É palpável a identificação com a personagem e os dramas/dilemas que ela enfrenta. Claro, nada muito profundo, filosófico e afins. É uma leitura bem juvenil, daquele jeito que a gente bem gosta para passar o tempo e ficar serelepe por aí. E isso a autora consegue fazer bem, ela conduz a narrativa de forma clara e concisa, sem ficar querendo enrolar e dar voltinhas “para encher linguiça”. Não tem necessidade, né?!

E, é claro, uma história adolescente sem confusões e dramas, não seria nada. Priscila se vê presa entre um colega de classe e o irmão mentiroso dele (que aliás, me pareceu um completo maníaco e eu juro que em determinado momento eu achei que a coisa fosse ficar realmente tensa e ele, sei lá, perdesse a cabeça e fosse violentá-la).

À parte disso, foi uma característica bem peculiar que me fez apaixonar tão perdidamente pelo livro: os inícios de capítulo. Não sei se, nesse caso, também são chamadas assim, mas foram as “epígrafes” com diálogos de séries adolescentes (que eu nem amo, né?!) como Dawson’s Creek, My so-called life, Popular e Gilmore Girls (entre outras), que me fizeram comprar o livro. Sim, eu surtei quando vi, porque achei um mar de fofura, mas me contive para não sair lendo todas as citações de uma vez só. Cada coisa à seu tempo.

Mas, Liz, as séries só ficam nisso? Nas citações? Não, não, meu caro leitor. De certa forma, elas permeiam o livro em diversos ângulos. Veja só: logo que a protagonista se muda para BH, ela faz aniversário e, de presente, a prima dela dá a primeira temporada de Gilmore Girls para ela. (Observação de leitora aqui: foi a única parte que eu achei meio surreal do livro, afinal que menina de treze anos – com as características de vida da Priscila – não tem um conhecimento mínimo de séries, minha gente?) E é à partir daí que ela se apaixona, começa a procurar outras, a assistir e acompanhar e, inclusive, associar acontecimentos do cotidiano com o que acontece nas séries (quem nunca?).

Sei que para aqueles leitores que não são muito chegados à mostrar a criança interior o livro vai ser chato, bobo e todas as coisas do tipo. Mas se você, assim como eu, não resiste à série e tem sua criança interior bem livre e resolvida, sem dúvidas vale MUITO à pena ler.

Ah, vale dizer que a Paula é uma fofa.











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