Wednesday, 19-03-2014 às 23:53 Críticas,TV, Séries, DVD @ 2626 palavras

Não é tão raro, embora pareça, mas às vezes o timing funciona. Timing é quando a coisa certa acontece na melhor hora possível. (digamos assim…) Então, no Carnaval, por algum motivo desconhecido (err… tédio), eu comecei a assistir à Keeping Up with the Kardashians.

Antes de qualquer coisa é preciso que eu explique que eu pouco sabia sobre qualquer Kardashian. Aliás, tudo que eu sabia era que havia uma polêmica enorme porque vazaram uma sex tape de uma delas e, depois disso, ela ficou super famosa. Eu não vou entrar, aqui, em todo o debate sobre a sex tape, não vou discutir os méritos de fama de ninguém, eu tô aqui é pra comentar essa coisa maravilhosa que ocupou todo o meu tempo por duas lindas semanas.

Resumidamente, é isso que acontece: o reality acompanha a vida da família Kardashian/Jenner (Kardashian era o sobrenome do pai das meninas, que morreu em 2003 por conta de um câncer, e Jenner é o sobrenome do atual marido da mãe delas). A família é composta, então, por: Kris Jenner (a mãe/agente/pseudo-descolada), Bruce Jenner (medalhista olímpico, casado com ela e pai de duas meninas nesse casamento), Kourtney,Kim, Khloé e Rob Kardashian (filhos de Kris e Robert Kardashian), Kendall e Kylie Jenner (filhas do atual enlace), além de Scott Disick (namorado da Kourtney e pai dos filhos dela) e outros eventuais participantes da vida deles. Não bastando: a série já tem 9 temporadas, além de 4 spin-offs (séries derivadas da original, sendo elas: Kourtney and Khloe Take Miami; Kourtney and Kim take New York; Kourtney and Kim take Miami; Khloé e Lamar) e, dizem as más línguas que a família está vindo passar um mês no Brasil, para filmagens (e é isso que eu chamo de timing).

Eis um gif que capta a essência do reality. Really.

Talvez você pense: mas e daí? Por que isso teria alguma relevância, mínima, na minha vidinha? Te digo: não tem. Provavelmente, não vai mudar em nada a sua vida, porque você já está indo assistir com pré-julgamentos. Para mim, a diversão ficou por conta de não julgar, de tentar entender os “personagens” (porque, vamos combinar, é claro que nem tudo ali é ~só~ realidade. Quando alguém liga uma câmera, na sua cara, você muda. Inevitavelmente.) como seres humanos. Seres humanos cheios de dinheiro (sim), sem noção (na maior parte das vezes) e quase nada de vergonha. Pensem o que quiser: é engraçado e vale à pena passar seu tempo acompanhando alguns dos acontecimentos da vida deles.

Ainda precisa ser convencido disso? Vem comigo, então.

Que tal conhecer melhor os personagens? Bora!

Kris Jenner

Pague os 10% ou… *fecha a portinha*

Kris é a matriarca da família, a mãe, agente e quem cobra os 10% de tudo que acontece. O problema disso: você percebe, nos episódios, o quanto ela parece se importar mais com o dinheiro e com o trabalho do que com o bem estar da família. Depois de assistir todos os episódios até a 5ª temporada, foi em um dos spin-offs que eu percebi o porquê de eu estar aproveitando tanto aquela temporada: as aparições da momager eram escassas. Para mim, ela é o elo mais fraco, um personagem chato, que fica tentando se enturmar e parecer descolada o tempo todo (viram o gif lá em cima? Pois é… é a impressão que ela me deixou depois de tudo que eu assisti). Não digo que não gosto dela, apenas acho que não conseguiria ter ela como mãe. Mesmo. Agora, se é difícil imaginá-la como mãe, quem dirá como esposa. O coitado do Bruce sofre com ela. Chega a dar dó. (Não que ele seja lá um santo, mas em uma casa enorme como a deles, ela não deixava ele ter um espaço dele; ela não deixava ele gastar o próprio dinheiro. Pelo amor…)

Kourtney Kardashian

Olá, eu sou um picolé de chuchu!

Kourtney, a mais velha das Kardashians, constantemente me desperta sentimentos conflitantes. Veja bem: se houvesse uma personificação de um picolé de chuchu, essa personificação seria Kourtney. Ela não tem expressões, ela não tem emoções, ela não tem coração. Quer dizer, a mulher está parindo uma criança E CONTINUA COM A MESMA CARA PLÁCIDA DE SEMPRE. (Ok, ela fez umas caretas, mas, gente, vamos perder o ar blasé?) Em todas as 14 temporadas (contemos os spin-offs como temporadas, para esse propósito), se ela teve emoções expressas duas vezes, foi muito (eu me lembro dela chorando em na segunda temporada de K&KTM, por conta do Scott). Só que, daí… ela tem filhos. E os filhos dela são as coisas mais fofas da vida (vide gifs abaixo) e ela é super mãezona. Fica difícil de não gostar. A Kourtney também é a mais pé no chão, com relação a fama, pelo menos aparenta ser. Ela se importa em tocar a loja que ela abriu com as irmãs e parece ser bastante profissional. O mais interessante são as mudanças pós-maternidade. Entre a gravidez do Mason e a da Penelope, ela começa a ficar meio hipponga, e daí é só morro à baixo. Lembra quando eu disse que eles não tem noção? Digo isso no sentido de que eles não se importam, eles não estão nem aí pra bosta. Literalmente. Kourtney fez um enema de óleo. Em rede nacional. (Com direito a leaking na cama da irmã que se recusou) E não é como se eu não gostasse dela (eu até… meio que… gosto um pouco!), mas ela é difícil de tolerar por mil motivos (sério, assistam! Nem que seja só para ver essas fofurinhas…)

Nhom nhom nhom, já pode morder?

Scott Disick

Acredite quando eu digo: esse gif resume a personalidade dele

Scott, ou Lord Dissick (ele comprou um título de Lorde enquanto eles estiveram de passagem pela Grã-Bretanha. Pois é.), é o namorado/pai dos filhos da Kourtney e a figura mais controversa do show. Basicamente, ele começa o reality como “o babaca”. O babaca que sai, bebe demais e acha que tem razão em tudo que faz; o babaca que se excede e acha que está tudo bem porque, afinal de contas, ele está pagando (enfiando dólares na boca do garçom, por exemplo); o babaca que vai para as festas todas as noites e não liga para a namorada grávida (no sentindo tanto de não se importar, quanto de não dar sinal); o babaca que bebe demais, briga com a namorada e resolve, por quê não?, socar um espelho e destruir o quarto de hotel. Sim, tudo isso aconteceu, em frente às câmeras. Mas daí ele começa a se comportar como um pai e cuidar das crianças, e ser relativamente melhor com a Kourtney até que, inevitavelmente, você não vai saber explicar o que sente mesmo por ele. Acho que, assim como a Kourtney, eu sempre vou ter um pé atrás com ele, mas também acho que ela dá muito pouco crédito à ele. Na temporada atual eles estão mostrando coisas que aconteceram no fim do ano passado e começo desse ano, incluindo a morte da mãe dele. Pouco depois da morte da mãe, o pai dele também morreu e isso deve ter sido pesado para a vida dele, sendo filho único e morando longe da família. Essa segunda parte ainda não foi exibida, mas será mostrada de alguma forma, pois nos últimos episódios foi exibida toda a movimentação e preocupação dele com o pai.

Kim Kardashian

“Psssh”, pra você também

Here’s the thing: o reality meio que começou porque, em 2003, ela gravou uma sex tape com o então namorado e a gravação veio à público em 2007. Até então, ela era personal shopper para alguns famosos, mas o tipo de nome que circula apenas nos corredores hollywoodianos, ao meu entender. E aí começou toda uma polêmica, visto que o namorado era irmão de alguém famoso e o pai dela teve sua quota de destaque, ao ser o advogado de defesa de O.J. Simpson. Ela começou, então, a chamar atenção da mídia e tudo começou a acontecer. De repente a grife dela com as irmãs deslanchou, os trabalhos como modelo, as aparições. Só que, no meio do caminho, ela tomou umas decisões não tão bem vistas (como o casamento que durou 72 dias – e, pelo amor de Deus, se você assistiu o spin-off, você sabe que tava fadado ao fracasso mesmo -, apesar do divórcio ter feito com que ela ficasse legalmente casada por mais de um ano), e tudo isso veio à público. Fracasso e sucesso, um após o outro. Nos últimos episódios exibidos, nós sabemos do nascimento da filha dela com o rapper Kanye West, e o lindo pedido de casamento, feito no AT&T Park, em San Francisco, no aniversário dela. (Fun fact: um mês antes disso acontecer, eu estive lá. E tirei fotos super legais que, talvez, depois venham a ilustrar um post aqui) Meus problemas com a Kim são simples: ela é mimada. A mãe assume que ela é a preferida (claro, é a que mais traz dinheiro. Meus 10%!) e ela usa isso como artifício para dar chiliques homéricos (e ridículos) e ser grossa com a própria família. Tenho: preguiça. Agora, prestes a se casar com Kanye, começaram a sair boatos de que o reality seria cancelado (já desmentidos), porque ele não concorda com toda a exposição. (Blé!) Dou a ela os créditos por ser uma detetive em potencial, mas desaprovo alguns dos métodos utilizados (como invadir as mensagens de voz do celular de alguém. Not cool, not cool at all!)

Khloé Kardashian

Por favor, tem que amar

Parem tudo e leiam esse parágrafo: eis aqui a melhor Kardashian. A mais novinha das irmãs é um poço de piadas e brincadeiras, bom humor e falta de noção. Ela não tem o menor problema em falar de sexo, em demonstrar o que sente e, acredito eu, parece ser a mais autêntica. É difícil não aprender a amar Khloé, sério, principalmente em vista dos últimos acontecimentos. Vamos por partes: Khloé sempre foi mostrada como a mais infantil e a “menos querida”. Quase sempre, ela era deixada num nicho com as duas meia-irmãs e julgada por não ser tanto o “padrão Kardashian de excelência”. Enquanto as duas irmãs têm corpos magérrimos, compatíveis com a realidade hollywoodiana em que vivem, a caçula tem curvas (e talvez alguns quilinhos acima do Size 0 das modeletes). Agora, querer usar isso para dizer que ela não é bonita, ou que ela não merece o que as outras irmãs têm, é absurdo. Uma coisa é inegável: ela é a mais carismática. Daí, algumas temporadas atrás, ela conhece um jogador de basquete, se apaixona e se casa, tudo em um mês (gerando o spin-off Khloé e Lamar). No fim da 8ª temporada já começa-se a sentir que algo não vai bem e, apesar de nunca ser diretamente mencionado, os problemas de Lamar com drogas (por favor, a internet tá aí) começa a interferir no relacionamento dos dois, à desestruturar não só o casamento, mas a vida de ambos. E, gente, dá vontade de chorar e abraçar a Khloé, sério.  No último episódio exibido, ela está quase certa sobre dar entrada com os papéis de divórcio (coisa que já aconteceu na vida real, inclusive, os boatos mais recentes são de que o casal decidiu dar uma segunda chance. Duvido muito, por tudo que ela disse claramente, mas…)

*abraça*

Não que eles não sejam importantes, mas a porção Jenner da família (além do Rob) não vão ser os fatores decisivos para que você assista KUWTK. Sinceramente.

Uma coisa é inegável sobre essa família: as mulheres têm pulso firme e são decididas. Vale assistir pelos relacionamentos entre elas; vale assistir pelos absurdos que o excesso de dinheiro paga (testes de DNA desnecessários? Raio-X da bunda? Enemas de óleo? Cada um com seus problemas…); vale assistir para passar o tempo, se for esse seu caso; e, claro, vale assistir para ver as fofuras que são o Mason e a Penelope crescendo. Se não…

Nem ligo, tá? Vou comer aqui, de boinha…











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