Wednesday, 27-03-2013 às 10:43 @ 5 Comentários @ Por Liz Mendes. Entrevistas,Promoções @ 556 palavras

Atrasada, atrasada. Eu sei. A semana começo já tem dois dias e eu estava, tcharam, sem internet. É, acontece. (E é terrível, às vezes) Mas, antes tarde do que nunca.

Vamos aos fatos:

Assim como aconteceu na #CulpaDoJohnGreen (procure a hashtag no twitter ou… aqui!), alguns blogs da nerdfighteria brasileira se juntaram para divulgar o mais novo lançamento do John Green no Brasil. O Teorema Katherine (no original: An Abundance of Katherines) foi lançado no começo do mês pela Intrínseca, mesma editora que lançou A Culpa é das Estrelas.

Todos os dias vocês podem acompanhar, à partir das 16h, posts nos blogs oficiais (Literalmente Falando, Nem Um Pouco Épico, Este Já Li, Who’s Thanny e Brincando com Livros) contando sobre o livro, John, nerdfighteria e outras coisas interessantes assim (sério, é muito legal!)

Além disso, podem acompanhar toda a movimentação dos blogs oficiais e de suporte pela fanpage oficial O Teorema Katherine e no twitter usando a hashtag #TeoremaJohnGreen.

Mas vamos ao que REALMENTE interessa: CONCURSO CULTURAL!!!

O Jornalistando tem um kit lindo (igual esse da imagem aqui embaixo) com livro, bolsa, bottom e poesia magnética (sabe? Imãs de palavras para escrever).

E, acredite, não vai ser muito difícil: imagine (ou relembre) que você tomou um pé na bunda e está na maior fossa. Daí, você decide sair para uma viagem. Não precisa ser uma viagem real, às vezes você só quer se trancar no quarto escuro e chorar (funciona para a maioria de nós). Só que tristeza, não é tristeza se não tiver trilha sonora para acompanhar. E aí? Quais seriam suas dez músicas para essa jornada? A ideia é criar uma playlist para o momento e explicar o motivo de ter escolhidos tais músicas. Vale contar a história do término ou só explicar o que as músicas significam para você. Então, para concorrer é só enviar um e-mail para teorema.soundtrack@gmail.com até sábado, dia 30/03, contando quais seriam essas músicas e o motivo de tê-las escolhido. A melhor defesa, leva o kit.

Tá fácil, hein?! Agora é só participar e continuar acompanhando o #TeoremaJohnGreen. Mais tarde tem post nos blogs oficiais e nos de suporte (inclusive aqui, mesmo que a internet não queira colaborar…)



Tuesday, 27-11-2012 às 23:43 @ 1 Comentário @ Por Liz Mendes. Críticas,Livros, revistas e afins @ 1621 palavras

Já perdi as contas de quantas vezes eu comecei a escrever essa resenha. Considerando que li “A Culpa é das Estrelas” (The Fault in Our Stars) pela primeira vez, ainda em inglês, em algum momento em julho, dá pra se ter uma ideia. Isso sem contar as milhares de vezes em que comecei a escrever, mentalmente, mas nunca passei para o papel à tempo.

O livro, em português, me acompanhou duas vezes, em dois momentos, e devorei cada palavra. Da primeira vez, meu exemplar, ganhado durante a semana #ACulpaÉDoJohnGreen (com direito à pingente de nuvem com “OKAY.” escrito), ainda no frenesi dos últimos acontecimentos, das novas pessoas e todas as possibilidades. A segunda, alguns meses depois, quando o livro do book tour passou por mim. Passou por mim e foi de carona passear em Minas. Pois é, na semana em que ele chegou, eu estava de viagem marcada e foi uma ótima companhia.

A questão é, assim como várias pessoas já levantaram por aí: quanto mais se ouve sobre um determinado assunto, mais se cria expectativas. E isso é ruim. Muito. Porque expectativas correspondem à enormes chances de frustração. Eu mesma, acho que frustrei algumas pessoas por aí, de tanto falar de ACedE (mais sobre isso, daqui a pouco).

A história, em si, é simples: garota conhece garoto, eles se apaixonam e existe um problema que atrapalha a relação. Mas não é um problema qualquer. Hazel e Gus se conhecem em um grupo de apoio a pessoas com câncer. Pois é. Só que, ao contrário das milhões de historinhas de “como o amor supera tudo”, este é um livro que traz uma visão quase realista do assunto. O “quase” fica por conta da maturidade dos personagens, é claro.

Créditos ao Tumblr.

Não sei, mas à primeira vista, no encanto de tudo que cercava este livro, fui completamente alienada pela história, como se fosse impossível que ali morasse algum defeito. Fato é: moram vários. Quando a Intrínseca, editora responsável pelo lançamento do livro no Brasil, enviou os “livros” a serem perdidos, uma das nerdfighters que recebeu a caixinha aqui em Brasília, me deu cinco exemplares para serem perdidos. Antes de perdê-los, emprestei uma das cópias para uma professora e foi uma experiência bastante única.

Deixe-me contextualizar: tento manter uma relação bastante amena com todos meus professores, o que, obviamente, nem sempre acontece. Quem me conhece, sabe da minha fama de “brigona” e eu faço juz à ela. Logo, conta-se nos dedos os professores que, ao longo da faculdade, não tive atritos (em minha defesa, sempre são aqueles justos, educados e bons que “se salvam”). Ela se enquadra neste grupo. Não bastando, no começo da faculdade ela morava na quadra debaixo da minha, então virava e mexia eu voltava para casa de carona com ela. No worries! Seis semestres separam a época em que fui sua aluna pela primeira vez e o fato dela ter voltado a ser minha professora neste último suspiro de curso. Nesse meio tempo, bilhões de coisas aconteceram: ela se tornou mãe pela segunda vez, eu cresci, ganhei anos e experiência no currículo, coisas que, acredito eu, tenham influenciado o que se segue.

A cada semana que eu chegava em sala, nós passávamos alguns minutos conversando sobre a leitura. Por se tratar de uma matéria prática, era difícil ter sala cheia, o que nos permitia desfrutar esses momentos. Quando ela já estava terminando de lê-lo, aconteceram alguns problemas em sala e, quando fomos conversar sobre isso ela me disse algo que provavelmente não vou esquecer tão cedo. “Lendo um livro que tem tanta importância para você, eu sinto que consigo entender um pouco mais o seu jeito, ‘você'”. E acredito que isso possa, realmente, ter acontecido.

Foi ela, inclusive, uma das principais responsáveis por me fazer enxergar um pouco mais além da cegueira alienada em que eu estava. Assim, quando o livro chegou até mim e tive o prazer de relê-lo, pude ser um pouco mais crítica. A principal queixa dela era quanto a  “firmeza” dos personagens, sobre as posições sempre muito carregadas deles, levando tudo no 8 ou 80. Além dela ter achado que, no começo, tudo parecia um pouco forçado, os diálogos, o modo de agir e pensar. Eles têm 16 anos, pelo amor de Deus! (Ela não proferiu essas exatas palavras, mas, juro, foi o que ela quis dizer)

Devo admitir que concordo, mas parcialmente. Concordo com fato de que Hazel e Gus são extremistas e que, aos 16 anos, levar a vida à ferro e fogo (essas palavras ela realmente disse!) é um tanto quanto complicado. Concordo que muitos dos problemas que eles passam na história, vem disso. E acho que talvez isso tenha ajudado ela a me entender um pouco melhor porque eu sou, completamente, 8 ou 80. Aos 23 anos de idade, vira e mexe, eu ainda tenho atitudes piores que as deles, aos 16. Entretanto, tenho que discordar quando ela diz que os diálogos, o modo de agir e pensar, parecem forçados. Acredito eu que, aos 16 (ou aos 23, for what matters), nós acreditamos ter certeza de tudo no mundo, e isso não quer dizer que estamos errados, apenas que, muitas vezes, não conseguimos nem mesmo enxergar nossos erros.

(Em um parênteses: devo admitir que odeio pessoas que usam a “carta da idade” para justificar argumentos. “Ah, porque quando você tiver a minha idade, você vai entender!” Por favor! Idade é apenas um número e, infelizmente, não tem absolutamente nada a ver com maturidade. E, sim, esse é um parênteses quase que patrocinado para uma outra professora que acha que idade é alguma coisa. Coitada!)

Em um segundo ponto, acho que meu principal apreço pelo livro vem da identificação. Não só da personalidade dos personagens, mas toda a questão de que eles não têm medo de morrer, eles têm medo de serem esquecidos, de passarem por esse mundo como se não fosse nada. Eu gosto de pensar que eu tenho deixado boas marcas nas pessoas e que, sei lá, daqui 10 anos por algum motivo essa mesma professora vai reler o livro/vê-lo em um sebo/ter notícias minhas e, naquele momento, ela vai se lembrar do que sentiu com toda a minha loucura de “esse livro é incrivelmente bom”.

Não seja uma marca ruim, pfvr.

O que nos traz, imediatamente, ao últimos ponto que eu creio que precise ser mencionado. Hazel e sua paixão pelo escritor e por “Uma Aflição Imperial”, pode ser traduzida em muito do que eu sinto pelo John.

Anyway… acho que um dos principais motivos de eu ter protelado tanto para escrever tudo isso (além dos óbvios, como TCC, viagens, ansiedades e euforias) foi meu apego. Eu não sou uma pessoa parcial quando se trata de John Green. Porque eu, que não consigo escolher nada como “preferido”, ostento há alguns anos que Looking for Alaska é o ultimate book on my shelf. E não importa o quanto qualquer outra pessoa me diga que ele é um lixo, ou que é perfeito: minha opinião permanece inalterada (embora isso não queira dizer que ele é perfeito, ele tem, sim, suas falhas, mas acredito que gostar de algo é quando você consegue passar por esses detalhes e, ainda assim, ver as partes boas como o importante).

Da mesma forma, não acredito que esse seja o tipo de leitura para qualquer pessoa. Sei que muita gente deve odiar e falar “Aff, que lixo!”, além de considerarmos que o lançamento do livro foi completamente ofuscado por pessoas fogosas e seus 50 tons de vai-pra-longe-de-mim (e, inclusive, imagino que, nesse momento, essas mesmas pessoas devem estar falando o mesmo de mim E EU REALMENTE NÃO ME IMPORTO).

Quanto à mim? Eu chorei, ri, senti o coração apertar, e me lembrei de como, 4 anos atrás, no início da faculdade, eu tive conversas como a Hazel tem com Gus e me senti leve e bem, como se tivesse cumprido com uma fase imprescindível da vida.

Se posso dizer (sem que ela me leia ou queira me matar), a professora confessou que escorreu uma lagriminha por lá também. (E eu fiquei com sentimento de achievement unlocked, que ela não me ouça/leia).



Friday, 28-09-2012 às 22:10 @ Comentários @ Por Liz Mendes. Comportamento,Críticas,Livros, revistas e afins,Música,TV, Séries, DVD @ 414 palavras

Há algum tempo, pouco mais de um ano, tive a ideia de botar no ar uma coluna – semanal, sempre aos sábados – que se chamaria “Sobretudo sobre tudo”, porque eu gostava do jogo de palavras e achava que a ideia de uma coluna para falar sobre qualquer coisa e sobre nada era extremamente necessária. Hoje, mais do que nunca, tenho certeza disso.

Pouco tenho escrito e/ou postado por aqui e a causa disso tem nomes: Monografia, Procrastinação, Desinteresse Pessoal, Inconformismo, Bloqueio, Preguiça, Vida… Enfim, uma conjunção de fatores. Porém, as últimas semanas trouxeram um bilhão de coisas legais e eu me sinto culpada de não compartilhá-las com ninguém (mesmo que o “alguém”, no caso, seja o vácuo imenso que a internet produz).

Por Betina Paglioli

Para voltar, entretanto, algumas coisas precisam ser ditas: (1) O layout estava me incomodando. É, verdade. Acho que ele foi parcialmente responsável pelo meu writer’s block nos últimos meses. Voltei para o bom e velho, com carinha de blog, Jornalistando 1.0; (2) Quem ainda não sabe/notou/afins, o twitter mudou de endereço. Deixamos de @jornalis_tando para @jornaLIZtando, ideia das lindas Bell e Valéria, do NUPE, em um dos melhores dias que eu nem documentei aqui por causa de todos os motivos já apresentados (e, sim,eu tenho usado-o como conta pessoal também, apesar de ser um momento raro); (3) Estou com um problema de tempo e isso é sério. Você chega ao último (Ú-L-T-I-M-O) semestre de faculdade e o mundo colapsa na sua cabeça. Not cool, man, not cool!; (4) Por fim, mas não menos importante, falta de motivação. Estamos trabalhando nisso!

Anyway… como pretendo me aprofundar em vários dos tópicos que pretendo listar aqui, vou tentar fazer com que tudo seja breve, porém de forma organizadas. Por tema. Mais… »



Thursday, 06-09-2012 às 11:16 @ 3 Comentários @ Por Liz Mendes. Comportamento,Destaques,Entrevistas,Livros, revistas e afins @ 2303 palavras

Utilizados como ferramenta de informação e divulgação, a popularidade e atualização dos blogs literários tem deixado para trás muitos veículos especializados

Nos livros da escritora Paula Pimenta as protagonistas sempre têm como característica mais marcante uma paixão cultural, seja por filmes (Fani, na série Fazendo meu filme) ou seriados (Priscila, em Minha vida fora de série). Para elas, esses artifícios são o refugio, o momento de intimidade a que elas se entregam, sejam sozinhas ou acompanhadas dos amigos. Se elas fossem conhecidas pela leitura, possivelmente teriam blogs.

O contexto por trás desse comentário é simples: a blogosfera vem crescendo a cada ano e os blogs voltados para o entretenimento, inclusos aí os literários, representam 69% dos acessos, quando se trata de uma análise nacional, segundo o Boo-box. Ou seja: os principais conteúdos buscados são justamente aqueles, muitas vezes, desprezados pela grande mídia.

“Antes da popularização da internet banda-larga e do surgimento dos blogs, os meios mais comuns de as pessoas obterem informações sobre nichos específicos, era comprando revistas especializadas, fanzines ou procurando com muita paciência notícias em algum jornal. Encontrar esse tipo de informação no Brasil era extremamente complicado”. Esse é um dos principais argumentos usados por Alonso Lizzard, ao explicar o surgimento do site iCultGen, do qual é administrador.

Babi Dewet em sessão de autógrafos em Brasília (Gui Liaga)

A blogueira e escritora Babi Dewet (foto) concorda com ele. “A vida da literatura pra jovens adultos, antes desse grande avanço das mídias alternativas, era bem diferente. A gente lia livros da escola, procurava novos títulos pelas capas nas livrarias ou então por indicação de algum amigo próximo”, opina.

Babi tem uma história interessante com a internet. Ela escrevia uma fanfic [narrativa ficcional que tem como base uma história ou um personagem, seja ele real ou fictício, pré-existente] da banda McFly. Esse tipo de escrita possibilita a interação com os leitores, que não medem palavras para criticar ou elogiar. “Os leitores me diziam que imprimiam a história para ler na hora de dormir”, conta. Foi assim que surgiu a ideia de lançar, de forma independente, o livro Sábado à noite. Com a ajuda de amigos e o incentivo dos fãs, o livro saiu da tela do computador e foi parar fisicamente nas mãos das pessoas. Demorou mais um tempo até que a escritora encontrasse uma editora legal e que tivesse relação com o tipo de literatura. A escolhida foi a editora Évora, que em maio deste ano lançou a segunda versão de SAN, pelo selo Generale.

 Os blogs e os fãs conquistados desde o começo da fanfic tiveram sua parcela de esforço nessa jornada, não só pelo incentivo, mas principalmente pela divulgação. “Quando comecei a conhecer os blogueiros, e a participar mais disso, já cheguei além de leitora, como escritora e eles sempre me apoiaram demais”, comenta em tom de agradecimento.

Esse apoio também acontece com o escritor Maurício Gomyde. Em 2010, ele começou a entrar em contato com blogueiros, por conta do Skoob – uma rede social para leitores –, com o lançamento do livro O Mundo de Vidro. De lá para cá, ele já lançou outro livro e, sempre que possível realiza ações junto aos blogs. “A dinâmica é interessante, porque a capilaridade é enorme”, aponta o escritor. “Com uma ação eficiente, é possível atingir leitores que, de outra forma, dificilmente conheceriam meu trabalho, uma vez que faço tudo de forma independente.”

As ações vão desde a escolha da capa do próximo livro até ações de grande porte cujo prêmio final era um iPad. “Quando eu fecho a parceria com o blog, geralmente envio um dos meus livros e, uma vez consolidada a parceria, faço as ações conjuntas”, explica.

Maurício, assim como Babi, sabe que parceria não é – ou pelo menos não deveria ser – sinônimo de “puxação de saco”. “Como escritora de fanfic, aprendi a lidar muito bem com comentários negativos, opiniões e respeito muito o que o leitor tem a dizer”, comenta Babi.

Por que fazer parceria?

Quando os blogs começaram a surgir no Brasil, ficou clara a necessidade de uma divulgação. Caso contrário não fazia muito sentido postar os textos na internet e não ser lido por ninguém. Como se tratava de um serviço não remunerado, começaram a surgir as trocas de links – ou as parcerias primitivas. A ideia era simples: dois blogueiros entravam em contato e um disponibilizava em sua página o link para o blog do outro.

Alguns anos mais tarde as parcerias se estenderam, chegando a envolver troca de serviços ou mesmo produtos. Nesse clima, as editoras e os autores passaram a procurar pessoas que tivessem um grande volume de seguidores e, também, noção do que estavam fazendo. “Eu acho que hoje em dia a divulgação nos blogs é uma ferramenta muito forte para os autores”, opina a escritora Paula Pimenta, “porque eu acho que as mídias digitais vieram pra ficar e até mesmo ultrapassar as mídias convencionais”.

A preocupação em fazer o contato com a “mídia alternativa” tem partido não só dos autores como também das editoras. A editora iD, por exemplo, acredita que a interação promovida por essa ferramenta funcione como um indicador de que caminho eles devem seguir. “Para nós, o contato com os leitores é muito importante e as parcerias no meio digital fazem com que nossa relação com nosso público fique ainda mais próxima, o que é fundamental para nós”, explica a assessoria de imprensa.

“A internet possibilita todo mundo de ser o que quiser, se você quer ser crítico você pode ser, sempre vai ter alguém pra te ler, então te liberta um pouco”, é o que acredita a escritora Juliana Frank. Autora de Quenga de Plástico, ela se diz um pouco cética, mas não discorda que a internet desempenhe uma função importante em evidenciar o trabalho de escritores.

Editora e autores sabem quais as melhores formas de atrair atenção para o produto que querem evidenciar. Enquanto a grande mídia despreza alguns releases, os blogs com espaços quase infinitos, acabam sempre encontrando uma brecha para cumprir com as questões de divulgação.

A escritora Paula Pimenta cantando no lançamento de Fazendo Meu Filme 4, em Brasília (Divulgação)

O outro lado

Só que nem sempre o trabalho realizado nessas parcerias atinge o que se espera, seja por parte da editora, seja por parte do público. Com o “boom” dos blogs literários, a imparcialidade e o fator crítico são os pontos negativos mais levantados pelas blogueiras que já têm algum tempo de internet. Bárbara Morais fundou o Nem um pouco épico (o NUPE) quando percebeu que a qualidade de alguns dos sites que mais gostava estava caindo. A ideia era escrever sobre todos os assuntos, mas como costuma ler muito, o blog acabou ficando com uma cara mais literária. “A ideia era ser um blog que falasse de entretenimento do jeito que a gente gosta”, conta a blogueira.

Valéria Alves é amiga de Bárbara e também faz parte do NUPE. Ela vê que o aumento no número de blogs teve pontos positivos, mas também serviu para evidenciar algumas falhas. “Não só o português e a qualidade estão decaindo, mas também tem muita gente se vendendo para ganhar mais livro de editoras. Eles elogiam qualquer coisa e se esquecem que você precisa ter um olhar crítico“, critica Valéria. Ela conta que já chegou a receber livro de editora e apontou alguns erros de tradução, coisas que ela considera um pouco de descuido, e nem por isso teve algum problema. “Quando a editora consegue filtrar o perfil do blogueiro, ela evita críticas desnecessárias e consegue uma visibilidade melhor”, conclui Bárbara.

Quanto se toca nesse assunto, as opiniões parecem bastante consistentes. Etiene Rocha, criadora do Aprendiz de Cinema, concorda com as meninas. “Esse aumento dos blogs criou uma falta de imparcialidade, de que todo livro que a editora dá para o blogueiro passa como bom e eu não acho que seja isso”, opina.

Furando a imprensa

Se a opinião é quase unânime no que diz respeito à apontar as falhas causadas pelo aumento da blogosfera, ela também não destoa muito no que diz respeito aos assuntos abordados e ao fato de, muitas vezes, serem os responsáveis por pautar a grande imprensa.

No começo do ano, por exemplo, os jornais e revistas dedicaram um pouco de espaço para falar sobre a trilogia Jogos Vorazes, da norte-americana Suzanne Collins. O motivo era o lançamento do primeiro filme com atores consagrados em Hollywood. Enquanto isso, os blogs já haviam se esgotado sobre o assunto e até mesmo criado ações para disseminar o gênero distopia, do qual a série faz parte.

“Há algum tempo, o termo distopia começou a ser efetivamente usado, pelo menos nos Estados Unidos, e no Brasil notei que muita gente (infelizmente até professores) nem sabia o que era distopia”, explica a blogueira Ana Duarte, também integrante do iCultGen.

Foi dela a ideia de criar a Dominação Distópica, um evento que vem movimentando a blogosfera literária. Com o estouro de Jogos Vorazes e as atenções voltadas ao livro, Ana encontrou uma forma de educar as pessoas quanto ao subgênero “distopia”, de uma forma que envolvesse gerasse interesses. Para isso, ela juntou 13 blogs,  além algumas lojas e editoras, que se propuseram a atuar como cada um dos distritos do livro, além da Capital. “Nós já tínhamos grande parte dos contatos o que facilitou nosso trabalho para desenvolver o projeto”, explica a blogueira.

(Divulgação)

Para Valéria, do NUPE, blog integrante da Dominação Distópica como Distrito 4, esse tipo de ação serve também como incentivo. “Nessa ação, diferente dos desafios clássicos e semanas temáticas que costumamos realizar no blog, a gente tem um leque de opções de distopias pra falar”, comenta.



Tuesday, 24-07-2012 às 00:52 @ 7 Comentários @ Por Liz Mendes. Promoções @ 545 palavras

Não tem muito tempo que eu fiz um post com a promoção que escolheria a capa do novo livro do nosso autor parceiro, Maurício Gomyde. Hoje, ele chega com uma nova promoção, dessa vez valendo exemplares e com direito à book trailer.

(sim, pode voltar a ter 12 anos e chorar ouvindo The Calling, eu deixo)

O livro, que vai ser lançado agora em agosto, já tem a sinopse divulgada:

Os sinais que ele não percebeu, no dia do acidente, poderiam ter evitado que seus pais entrassem naquele avião. Tempos depois, algo inesperado mudou o rumo das coisas, e ele, então, passou a esperar o dia em que os sinais voltariam.
Tomas Ventura levava uma vida quase perfeita, cercado por tudo que sempre quis: um violão, um telescópio, muitos discos bons, amigos, um emprego de sonhos e uma casa que flutuava.
Mas no dia em que recebeu o convite para participar da trilha sonora de um grande filme de Hollywood , a proposta de trabalho da sua vida, ele decidiu dizer “não”.
Até que dois sinais, os olhos cor de mel daquela menina, mostraram-lhe que ainda havia motivos para seguir em frente…

Então para participar da promoção é fácil:

+ Primeiro, você comenta nesse post. Simples, só “Participando” mesmo;
+ Depois, você vai lá na página do Maurício (link aqui) e responde o formulário dizendo que assistiu ao Book Trailer aqui no Jornalistando;
+ Pronto! Você já vai estar concorrendo à uma das 20 cópias do livro que o autor está sorteando.

Quer mais chances? Bom…

+ Se você entrar no YouTube e deixar um comentário no Book trailer, são mais duas chances;
+ E se você entrar na FanPage do Maurício (link aqui), Curtir, Comentar e Compartilhar (mas tem que compartilhar PUBLICAMENTE) o Book trailer que está no início da página, você ganha mais três chances.

O resultado sai no dia 15/08 e vocês podem participar em quantos blogs quiserem.

ps. voltaremos com a nossa programação (semi)habitual em breve.